20/09/2010

sensaçoes

dispo-me devagar,
provoco-me em cada gesto
as minhas mãos colam-se ao meu corpo,
sinto que observo cada momento,
peço sempre um pouco mais e dou-me
 dou-me o meu corpo nu,
 toco-me
dou-me cada pedaço do meu ser
 sei o meu prazer,
sinto o meu orgasmo
que me faz delirar
 provo-me 




Chorar é um silencioso desabafo, um desabafo que fala muito e ao mesmo tempo não fala nada...

shiuuuuu!!!!!!!!!

Entras e o coração dá um saltinho... pronto, não vamos diminuir o que é. Um salto. Ficas, permaneces. Abro a janela, fecho a janela. Distraio-me. Não, ... tento distrair-me. Espreito. Ainda lá estás. Abro a janela, fecho a janela. Os minutos passam; as horas também. E nada. Será que devo...? Não, melhor não. Torno a espreitar. Ainda lá estás. E eis que te vejo passar de verde a cinzento.
ESPERA!!! Não me deste tempo suficiente! Contagiaste-me com a tua indecisão. Agora sou eu que não tenho coragem. E queria tanto perguntar-te...
Que tens feito ultimamente? Como te sentes? O que vai na tua cabeça nestes últimos tempos? Tens saído? O trabalho como tem corrido? Já conseguiste resolver mais alguma coisa? Tens dormido bem? Tens passeado muito? Já te recompuseste?
Algumas das perguntas que já não posso fazer são as anteriores.
As que não posso nem devo fazer são: O teu status quo mudou mesmo assim tanto? Não sentes nem um bocadinho a minha falta?
O teu silêncio impôs-se. Não tenho capacidade de ultrapassar um muro tão alto. O teu silêncio devorou-me. Quebrou-me as asas. O teu silêncio não me dá o direito de perguntar seja o que for. O teu silêncio que eu tomei como meu matou-me a fala.
E o meu silêncio é apenas pura cobardia disfarçada de respeito a ti.
Nunca me pediste que me calasse. Mas esqueceste-te de me pedir que nunca deixasse de te falar... e foi este o teu maior silêncio.

Sou mulher

Sou Mulher.
Perita em disfarce, umas vezes fria como um bloco de gelo, outras delicada como um dente de leão ao vento.
Sou Mulher.
Encantadora, doce como um favo de mel, meiga e compreensiva.
Tempestuosa, efervescente, explosiva e vulcânica.
Sou Mulher.
Sedutora, envolvente, cativante e maliciosa.
Simples, maternal, recolhida e tímida.
Sou Mulher.
Combativa, orgulhosa, persuasiva e tenaz.
Tímida, encolhida, chorosa e pedinte.
Sou Mulher.
Inteligente, analítica, perspicaz e observadora.
Distraída, aérea, emocionalmente cega e sentimentalmente tolhida.
Sou Mulher.
Crente, esperançosa, optimista e radiante.
Derrotista, pessimista, desencantada e apagada.
Sou Mulher.
Sou mulher e, ainda assim, no seio de tanta dualidade, consigo ser consistente em relação ao que quero, desejo e almejo.
Sou mulher e chego à conclusão que não preciso de um manual de instruções para ser entendida, porque falo e expresso as minhas vontades.
Sou mulher e possuo um coração vasto e generoso que me permitiu perdoar, ainda que não esquecer, todas as vezes em que me mentiram, desiludiram e trapacearam.

18/09/2010

No rules

Sexy lingerie, desejos ardentes, que fazer? Hoje não me apetece cumprir regras, não me apetece ser uma menina bem comportada, não tenho essa vontade. O dia não me correu bem e por isso agora quem manda sou eu. Não tenho que ouvir mais vez nenhuma que A é branco e C é preto. Hoje apetece-me misturar as cores e sujar uma tela virgem. Não há pureza, para quê fingir? O mundo não nos fez inocentes, ou melhor, se calhar fez, nós é que não aguentamos muito nessa pureza.
Hoje apetece-me ser a pior imagem que podem ter de mim. Cobrar o prazer que te der, fazer de ti o que eu bem quiser, não dizes nada, hoje quem fala sou só eu, e é para te dar ordens.
Hoje não vou ser pau mandado de ninguém. Vou viver a minha vida, vou ter o meu prazer, vou fazer vingança e vou-te deixar sem nada. Sou mulher, respeita-me. Submeto-te a  tudo, porque hoje quem manda sou eu.

Era bom não era?

18/08/2010






triste
foi ouvir desesperado
todas aquelas palavras
um dedo em riste
o adeus inesperado
quando partistes
triste
foi o açoite
das frases incontidas
a noite
tão longa
pra ser dormida
triste
foi a manhã seguinte
inocente que estava
amanhecer iluminada
um acinte
triste
foi te ver partir
impunemente
virar as costas de vez
a todo nosso amor
impotente
sem talvez
sem dor
sem arrependimento
e sem nenhum pudor

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